On impressions taken from podcasts

This past Sunday, one of those many Twitter interactions that almost always amount to nothing did not. I like to listen to podcasts and Patrick O’Shaughnessy does one of the better ones. It’s called Invest Like the Best. I follow O’Shaughnessy on Twitter and read a tweet of his about being grateful for getting called out on your (cognitive) shit by friends. It felt funny because I was just thinking about an episode on his podcast, and had the temerity to mention that to him. The episode is an interview he did with investor Brent Beshore, whom I had never heard about.

I had been thinking about that interview, and couldn’t figure out if what I had heard from Beshore was too good to be true. I mentioned that to O’Shaughnessy over Twitter and, to my surprise, Beshore himself replied, graciously asking what was it about the interview that had struck me as “nonsense” (his words). I replied to him that I would listen to the episode again, take some notes, and here’s the result.

Let’s start with me saying this feels weird. We listen to so many people every day, why bother going in the direction I went? I don’t know. I’m almost sorry. I did spend time thinking about myself in relation to my perceptions in this case but that’s not what Brent asked for.

I remember listening to about two thirds of the interview for the first time and stopping for some mundane reason with the sensation of having listened to a totally brilliant man. I also remember I found it because O’Shaughnessy had posted something stating how great he thought Beshore and the interview were.

After a few days, I started second-guessing myself. Certainly, I had heard a guy who could speak supremely well. Very well articulated, good listener, hesitating where it’s human to hesitate. The only sensation I could articulate was “too good to be true but I’m probably wrong”, and that’s what I tried to convey in the tweet-exchange.

Since I felt Beshore now deserved more consideration on my part, I listened to the episode again. Not only that, I spent some time on his company’s website, read a few of his writings on Forbes. I had already followed him and his company on Twitter. I suppose I dedicated about 2 and a half hours to the endeavor.

I will not be as ridiculous as to answer whether he’s “too good to be true” or not. He’s very possibly pretty great, but I can’t know with the amount of time I devoted.

A few things about what caused my sensation, though. Two silly things to begin with:

  1. His mention of EBITDA. Having heard him say he was a heavy Buffett-reader and so forth, I subconsciously disagreed with his use of EBITDA. He even says in the interview he doesn’t agree with EBITDA. Later, I read an article of his on Forbes titled “EBITDA is ‘BS’ earnings”. So my mistake there. But I still wonder why he uses something he doesn’t agree with, even if that’s what other people use.
  2. His ownership of Zapier. I told you it was silly. I use Zapier a bit. I just can’t fathom how that company makes money. I’ve been in the startup world for years, and I do understand that you can easily sell a tech company that has absolutely no profits, for a profit. I suppose this clashes with the Buffettian image I initially drew of Beshore, but he’s apparently never been even a stock investor.

 

Other things feel harder to explain, but may have been more determinant in my sensation. Whenever O’Shaughnessy asked for more specific examples, the level of detail was not too convincing for me. Needless to repeat that the misperception is probably mine. Beshore talks about the decision to pay for media in one of his companies using a credit card rather than cash. He mentions the use of float, and that they could use the 1 or 1.5% yield on the time they get from the credit card, and that it represented a yearly cash-flow improvement of $500k. I subconsciously rejected those numbers.

Later he talks about his company Influence & Co, and the description of what the company does and how that brings value to customer felt surprisingly generalistic to me.

We know incredible financial reporters who can hold conversations with any master in finance, keep it interesting, without really being, or needing to be, a great business manager. My feeling, right or wrong, was ever so slightly similar to that.

A Buffett or someone with a long life will do an interview and be extremely vague. But we can look up very fundamental things about him: his annualized returns, how he got his initial capital, how he relocated capital in pivotal moments. Those things are not touched upon in the interview, and understandably so. Their lack may also have contributed to my sensation.

Months ago I heard another interview on another podcast. Tim Ferris brought in a guy called Walter O’Brien, a purported software whiz, kid genius-turned-superman of computers. Now I am a programmer. I’m much better at software than at investing. I was a child programmer. I heard the entire episode with a slightly bitter taste in my mouth. Something was off. Days later I came back to it and, lo and behold, the guy was a total fake. And he fooled me for days.

I wish Brent all the happiness in this world, I appreciate the very polite response and let us all improve ourselves.

Here’s the link to the interview: http://investorfieldguide.com/beshore/

3 Dias como Mentor no Navecamp

Semana passada, de 17 a 19/2 de 2016, participei do Navecamp como mentor, a convite da Lindalia Junqueira e da Renata Salvini, que coordenam o NAVE / Estácio de Sá.

Para quem ainda não conhece, o NAVE é o núcleo de empreendedorismo em tecnologia da Estácio. Em pouco tempo, eles estabeleceram uma das, senão a melhor reputação na área de aceleração de startups no Rio de Janeiro. O espaço, incrível, foi concebido com a participação do meu irmão e de seu escritório. Como amigo da Lindalia e da Renata há vários anos, e tendo considerado seriamente participar do NAVE como empreendedor com o Look in Tens, fiquei honrado e empolgado de participar.

Ao aceitar o convite, já intuí que iria aprender muito mais do que ensinar. Não deu outra.

O Navecamp é um processo análogo a um Startup Weekend, onde os empreendedores vivenciam em pouco tempo os processos de geração de ideias, validação, vendas e apresentação para potenciais stakeholders. Participaram as 20 startups da turma 4 do NAVE, cada uma tendo entre 1 e 5 membros na equipe. Fui um entre 10 ou 12 mentores.

Para mim a experiência foi uma série de aulas maravilhosas que ia recebendo, enquanto ajudava os empreendedores a pensar e articular suas ideias. Em comum, todos transmitiam uma vontade genuína de fazer muito bem o processo. Tivemos algumas startups já com produtos praticamente prontos, enquanto a maioria está na etapa da lapidação da ideia.

Ao mesmo tempo em que busquei, especialmente no primeiro dia, ser uma espécie de espelho das startups, para ajudá-las a entender como estavam articulando suas ideias, acabei naturalmente fazendo esse exercício a respeito de mim mesmo. Como explicar sua ideia em 5 palavras? Como explicar o espírito por trás do produto de modo muito sucinto? E por que isso é tão importante?

No segundo dia, o foco foi na validação da ideia: confirmar ou desconfirmar as hipóteses. Essa parte me impressionou, porque entram em cena vários mecanismos psicológicos. Para começar, quem estava ali havia apresentado e foi aprovado em cima de uma ideia de startup — ou ao menos assim lhes parecia. Talvez o ato de buscar furos nas hipóteses parecesse errado para todos no contexto do Navecamp. É uma parte realmente difícil, em que precisamos de uma auto-crítica implacável e ao mesmo tempo manter a mente positiva quanto ao todo.

Conforme foi ficando mais claro que o importante era uma validação que trouxesse respostas úteis, as pessoas foram aderindo um pouco mais a uma validação bem franca. No final, poucos invalidaram categoricamente suas ideias, e os que fizeram saíram mais, e não menos, entusiasmados com o processo. Às vezes um giro de 1° no timão faz toda a diferença — o superutilizado termo “pivotar” nem sempre ilustra que os ajustes das ideias podem ser muito simples e muito eficazes.

No terceiro dia, os empreendedores montaram e apresentaram um pitch de 3 minutos cada. A evolução em apenas 3 dias foi gigantesca— em enorme parte por mérito dos orientadores do NAVE. Eu mesmo pouco participei de eventos de startups, provavelmente pela minha resistência a um formato mais industrial envolvendo pitches curtos. O Navecamp abriu minha cabeça também quanto a isso. Entrar em contato com 20 equipes em tão pouco tempo foi muito interessante. Quem conseguiu usar bem esses 3 minutos passou uma mensagem forte para quase 100 pessoas do nosso universo, e mais importante, abriu portas para continuar conversas depois.

Os papos com os mentores foram excelentes. Foi bem marcante também ver a atuação da equipe da NAVE conduzindo o Camp: Lindalia com um jeito carinhoso e ao mesmo tempo muito estratégico, esbanjando sensibilidade nas conversas com os empreendedores. Uma mentora consumada. Renata, que de outros carnavais eu já sabia que é muito fera, com uma atuação super executiva, de fazer acontecer, organizando a cabeça das pessoas e fazendo fluir um processo bem desafiador, sem perder a ternura. E o Bernard de Luna, um cara já bem conhecido no meio das startups e que ensinou muita coisa para mim e para todos ali: fundamentos e sacações de pitch, como submeter suas ideias a validações, como estruturar tanta coisa de um jeito bacana e coerente. Nos pitches, Bernard conduziu tudo com grande sagacidade e sabedoria, fazendo perguntas certeiras que conseguiam ajudar a pensar e ao mesmo tempo dar energia para todos seguirem em frente.

Saí de lá bastante grato por ter participado e muito bem impressionado com a iniciativa da Estácio.

3 dicas para novos empreendedores digitais

Ao longo dos últimos 8 anos, conversei com muitos novos empreendedores digitais que procuram meus serviços, ou mesmo um bate-papo, para ajudá-los a dar o start em suas startups.

Acima de tudo, considero esse movimento muito saudável, e há mais de duas décadas essas pessoas vêm trazendo muitas novidades positivas para o mundo e para nosso país.

Nessas conversas noto 3 erros comuns e fáceis de explicar. Corrigi-los não é tão difícil, e vai dar mais eficiência ao trabalho de começar uma empresa digital.

1. Não revelar a ideia do negócio

É compreensível a relutância em contar para um quase desconhecido a sua ideia de startup. Eu mesmo assino diversos NDA (non-disclosure agreement) todos os anos, para que o empreendedor se sinta confortável em falar sobre seus planos.

Na prática, entretanto, essa proteção é contraproducente: a ameaça de alguém roubar sua ideia é praticamente nula. Todos nós temos diversas ideias, que por nascerem de experiências próprias, quase sempre são as que nos mobilizariam de verdade a começar um negócio. E, seja qual for a ideia, ela vai demandar um esforço enorme para ser implementada, sem contar prováveis mudanças de curso ao longo do processo.

Ao não falar abertamente para um grande número de pessoas sobre sua ideia, o empreendedor perde a chance de receber feedback de quem provavelmente conhece muitas ideias semelhantes, e às vezes idênticas. Já aconteceu comigo, por exemplo, de estar em uma reunião após ter assinado o NDA, ouvir a ideia, e perguntar para a empreendedora se ela conhecia as empresas X e Y, que me pareciam ser bem semelhantes à ideia que ela apresentava. A empreendedora não conhecia, e ao entender o que faziam aquelas empresas que já existiam, acabou encerrando a reunião, entendendo que precisaria aprofundar seu benchmarking.

2. Já tenho designer, marketing, e agora só falta programador

Por diversos motivos, a relação de oferta e demanda para encontrar designers e pessoas de marketing é muito mais favorável do que para encontrar bons programadores.

Todos esses papéis têm importância fundamental numa startup, mas o número de horas necessário para se programar um MVP típico é normalmente muitas vezes maior do que as horas necessárias para se desenhar um bom produto, ou para levar ao público um esforço de divulgação. Mais tarde no ciclo de vida de uma startup, com um produto lançado e funcionando, essa relação pode mudar bastante — no início, entretanto, é assim que tipicamente funciona. É bem mais difícil para um programador entrar apenas pelo equity se ele vai precisar se dedicar integralmente ao produto durante vários meses até que ele seja lançado.

3. Vou pegar um programador melhor, que já tem emprego, mas como freelancer à noite e fins-de-semana

A não ser que sua startup tenha um produto incrivelmente simples, o que nunca é o caso, a pessoa que for programar seu produto precisa estar nas melhores condições para trabalhar. Após passar 8 horas programando em um dia, mesmo o mais extraordinário developer vai ter seu rendimento reduzido a uma fração do normal. No fim-de-semana, após 5 dias trabalhando 8 horas, a mesma coisa acontece. Em termos de incentivo, esse arranjo também não ajuda muito a startup a sair do papel, porque o alinhamento de objetivos é, na melhor das hipóteses, apenas parcial.

Como fazer melhor

Considere a possibilidade de falar sobre sua ideia de startup com o máximo de pessoas interessadas, sem se preocupar tanto com possíveis consequências negativas.

Aceite que a energia dispendida para ter bons programadores, em tempo e dinheiro, vai ser considerável. Procure bastante, busque referências, veja projetos que os programadores já lançaram, pergunte em detalhes sobre o que fizeram nos projetos.

Ao encontrar alguém bom, faça um período de teste (uma semana, por exemplo, mesmo que seja part-time). Dando certo, garanta que ela vai trabalhar nas suas melhores horas e remunere-a para isso.